Caminhar por essa terra passageira, ver por quantas coisas fúteis gastamos nosso tempo, já pouco e sofrido, olhando para essa multidão,em tantos já esbarrei por aí, não os conheço nem sei o seu nome, de onde veio para onde vai, tantos passos dos quais o eco nem se escuta mais, mas está ali repetindo cotidianamente, deixando seu rastro de poeira, lugar onde iremos e tornaremos como simples pó que respiramos e consumimos, retornando aos átomos que sempre fomos.
E daqui a cinquenta anos essa multidão será a mesma? Quantos desses estarão ainda com vida? E tudo que eles compraram de que valor teve? Em cinquenta anos qual desses produtos que consumiu a mãe terra ainda estará funcionando?De qual deles sua existência teve algum valor para a história? Valeu gastar esse dinheiro? Valeu a pena gastar esse planeta? Porque quem promove essa destruição digo os magnatas, donos desse mundo, com certeza não têm filhos, mas nós que sustentamos esse sistema, digo os escravos sem voz (nós), teremos uma geração de crianças, vivendo num lugar destruído.
Além de destruir esse já estão querendo colonizar a Marte eu não quero testemunhar essa destruição, esse país é nojento como é fruto de uma colonização mal planejada, não quero ver em que o ser humano vai transformar esse universo tão lindo, porque nós conseguimos transformar florestas vivas em paredes de concreto morto, e cada dia que passa eu sinto mais vergonha e nojo de ser humano.
Eu queria ter um dia de Gregório, me transformar em uma barata, talvez nessa forma grotesca pudesse eu me sentir mais humano, continuaria comendo lixo, me escondendo nas frestas das ruas, correndo sem tempo e sem rumo para lá e para cá, para sustentar minha família, me alimentando das migalhas caídas da mesa dos donos do mundo, não muito diferente do que somos hoje.
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