Dualidade

A dor é algo suportável
Emocionante e até prazerosa
Quando espontânea na adrenalina
Dos hormônios aflorados

Mas a dor da alma calada
Não tira sangue, mas sim vida
Vai matando mais a cada batida
Desse coração solitário
Num abismo de duvidas,
Indecisões e escolhas

Morro aqui porque desconheço o amor
Não me amo! E não posso te amar
Pior que morrer em sangue
É morrer em vida, é um coração frio
Coração de poucos sentimentos
Que bate pela sobrevivência

É aí que nascem os monstros
Com que tenho pesadelos
Antes de dormir ou diante do espelho
Eu olho mas não sou eu
Pois este sorri enquanto estou chorando
Ele não tem mas alma e eu ainda tenho a minha

A dor vem pois só ele aparece
Eu sou a parte boa e fico esquecido
Ele afasta as pessoas de mim
Porque as pessoas buscam a luz
Ele é feito de trevas, detesta o sol, detesta a Deus.
Culpa também minha por não me controlar

Como controlar um pedaço de mim?
Mesmo sendo grotesca, sem ele deixo de ser eu
Mas ele não mostra quem realmente sou
Essa dualidade é a minha tortura
Estar aqui dentro é horrível
Ser espectador desse duelo
Onde só quem se machuca sou eu

Deus tenha misericórdia de minha alma
Da que sobrou . . .
Que Deus tenha piedade de mim
Por que nunca soube o que fiz
e também não sei o que fazer.

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