Meditação

Foi no abismo mais profundo chamado mente
onde entrei e não consegui sair
Foi no espelho onde vi monstros se formando
De medo fui embora mas continuavam lá
Habitando minha casa, meu quarto
Por dentro das paredes da casa e de minha cabeça

Coloque o nome que quiser o que eu vi era real
Um pedaço de mim materializado como nunca tinha visto
Vultos disformes que como fumaça vinha e ia
sem medo, sem cerimônia, na pura intimidade
de abrir a geladeira e comer o que quiser
como se fosse dono, como se fosse filho

Na meditação mais macabra que fiz
Vi tudo isso em questões de segundos
Para que procurar respostas no divã?
Se posso encontra-las encarando o espelho
Num ritual bizarro, onde o eu se esconde
E das sombras nasce o indecifrável
Enigma de ser e existir no meio de si mesmo

Das assustadoras faces que vi
Eram todas familiares, por rápido as revia
Eu já as conhecia embora nunca tenha visto
Talvez em pesadelos ou algo que desenhei
Por mais estranho que fosse
Sempre as tive do meu lado
O duro foi descobrir
Que eram tão assustadoras assim

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2 comentários:

  1. "Para que procurar respostas no divã?
    Se posso encontra-las encarando o espelho"
    Concordo, a resposta para a maioria dos nossos problemas esta dentro da gente e literalmente na nossa cara.

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