A Explosão

Ali perto das montanhas havia uma cidade uma cidade movimentada com carros fumantes, prédios soberbos, multidões perdidas correndo de um lado para o outro, do nada um zumbido ensurdecia toda aquela multidão, um clarão, e o silêncio, ocorre ali uma explosão nuclear, sem dar tempo de um só grito, a bomba tinha acertado em cheiro a praça principal, o fogo enfurecido devorou toda especie de vida como um banquete de honra, não sobrou pedra sobre pedra, os carros pararam, as pessoas morreram, se transformaram em areia, só havia as sombras, nesse momento não se ouviam as buzinas nem as sirenes, as chamas calaram o sistema tão perverso, derrepente ouvi ruídos fortes que interrompiam tão sonhado silêncio, a terra parecia gemer com temível estrondo que vinha das profundezas da terra, dos boeiros saia uma fumaça que brilhava na radioatividade, eram milhares de baratas, um rio que em fúria lavava a cidade, de tanto ódio guardado, de tanto tempo sendo pisado vivendo de restos, os ruídos eram o canto da vitória, a festa cobria os prédios , as casas, os carros, era o momento da queda do deus mortal, festa da liberdade de ser e de viver, não sei como você interpretará esse texto mas sei que a vida nunca acaba mesmo depois da morte, a vida nunca acaba, mesmo depois da Morte.

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